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DISCURSO DE FLÁVIO JOSEFO AOS GREGOS A RESPEITO DO HADES

 

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O texto abaixo é uma tradução da versão de William Whiston, publicada em The Works of Josephus (Dissertação V) e disponibilizada pela Universidade de Chicago. Logo após há um comentário que escrevi sobre esse discurso.

 

Flávio Josefo (37 d.C. – c. 100) foi um historiador judeu que escrevia na língua grega, embora provavelmente seu primeiro trabalho tenha sido escrito primeiro em aramaico antes de ser traduzido para o grego.

 

Os asteriscos e colchetes ao longo do texto são meus, não fazem parte do texto original.

 

DISSERTAÇÃO V

 

1. E este é o discurso sobre espíritos.* Agora, quanto ao Hades, onde as almas dos justos e injustos ficam detidas, é necessário falar dele. Hades é um lugar no mundo não regularmente concluído: uma região subterrânea, onde a luz deste mundo não brilha. Devido a esta circunstância, de que nesta região a luz não brilha, ela não pode estar [brilhando], mas deve permanecer nela a escuridão perpétua. Esta região considera-se como um local de custódia para as almas; em que os anjos são nomeados como guardiões para elas: que lhes distribuem castigos temporários, de acordo com o comportamento e atitudes de cada um.

 

* A palavra utilizada aqui por Josefo é daemons. Na concepção dos gregos, ela não se refere necessariamente a demônios, conforme o conceito popular de hoje, mas a determinados personagens que tinham uma natureza intermediária entre deuses e humanos, e que podiam atuar tanto para o bem quanto para o mal. Em Atos 17:22, Paulo usou essa palavra para se referir aos deuses atenienses. Verti aqui por “espíritos”, mas “gênios”, “deidades” ou “super seres” também seriam traduções adequadas

 

2. Nesta região há um determinado lugar isolado, como um lago de fogo inextinguível. Nele supomos que ninguém até agora tenha sido lançado: mas está preparado para um dia já determinado por Deus: em que uma sentença justa será merecidamente lançada sobre todos os homens, quando os injustos, e aqueles que foram desobedientes a Deus, e deram honra a determinados ídolos como têm sido feito em vão pelas mãos dos homens, como se fosse ao próprio Deus, serão destinados a este castigo eterno, como tendo sido as causas da corrupção, ao passo que os justos obterão uma incorruptibilidade e nunca perderão o Reino. Estes também se encontram confinados no Hades agora, mas não no mesmo lugar em que os injustos estão confinados.

 

3. Porque há uma só descida para esta região, em cujo portão acreditamos estar postado um arcanjo, com uma hoste: quando aqueles passam por tal portão são conduzidos para baixo pelos anjos nomeados sobre as almas, mas não seguem o mesmo caminho, pois os justos são guiados para a direita, e são conduzidos com hinos, cantados pelos anjos nomeados sobre esse lugar; até uma região de luz, em que o justo tem habitado desde o início do mundo. Não são constrangidos pela necessidade; mas sempre desfrutam a perspectiva das coisas boas que eles vêem, e alegria na expectativa desses novos contentamentos que serão peculiares para cada um deles e aproveitam essas coisas ainda mais do que temos aqui. Com eles não há lugar de labuta; sem calor ardente; nenhum incômodo por frio, nem quaisquer abrolhos existem lá: mas o semblante dos pais e dos justos é o que eles vêem sempre sorrindo sobre eles: enquanto esperam por aquele descanso e a nova vida eterna no céu, que é o que vem após esta região. Este é o lugar que chamamos o seio de Abraão.

 

4. Mas, já para os injustos, eles são arrastados à força para a esquerda pelos anjos atribuídos para a punição: não vão por boa vontade, mas como prisioneiros guiados pela violência. A quem são enviados, os anjos nomeados sobre eles os censuram e os ameaçam com seus olhares terríveis; e os lançam ainda mais para baixo. Agora, esses anjos que estão distribuídos sobre estas almas, os arrastam para a vizinhança do próprio inferno. Que quando eles são atingidos por ele, continuamente ouvem o barulho dele; e não ficam livres do calor do próprio vapor. Mas, quando eles veem de perto esse espetáculo, a partir de uma grande perspectiva terrível e superior de fogo, eles são atingidos com uma expectativa terrível de um julgamento futuro: e, com efeito, são assim punidos. E não somente isso, mas onde eles vêem o lugar (ou coro) dos pais e dos justos, mesmo por este meio são punidos. Porque um caos profundo e largo está fixado entre eles. De modo que um homem justo que tem compaixão deles não pode ser admitido [no outro lado]; nem pode o injusto, se ele fosse ousado o suficiente para tentar fazê-lo, passar por ele.

 

5. Este é o discurso sobre o Hades; em que as almas de todos os homens estão confinadas, até uma época apropriada que Deus já determinou: quando ele fará uma ressurreição de todos os homens do mundo dos mortos. Não por promover uma transmigração das almas de um corpo para outro; mas levantando novamente aqueles mesmos corpos que vocês gregos acham que foram dissolvidos, já que não acreditam na ressurreição deles, mas aprendem a não crer nisso. Por enquanto vocês acreditam que a alma é criada, e mesmo assim é feita imortal por Deus, de acordo com a doutrina de Platão, e isto com o tempo. Não sejam incrédulos, mas acreditem que Deus é capaz, quando ele levantou para a vida aquele corpo que foi feito como um composto dos mesmos elementos, para torná-lo imortal. Por isso nunca deve ser dito de Deus, que ele é capaz de fazer algumas coisas, e incapaz de fazer outras. Por isso temos que acreditar que o corpo vai ser levantado novamente. Porque embora esteja dissolvido não pereceu. Porque a terra recebe o que restou deles, e os preserva; e enquanto eles ficam como sementes, e são misturados dentre o solo mais fértil, eles florescem; e o que é semeado é realmente semeado como simples grão; mas, ao som poderoso de Deus, o Criador, ele vai brotar e ser levantado em uma condição vestida e gloriosa, embora não antes de ter sido dissolvido e misturado (com a terra). De modo que nós não temos acreditado precipitadamente na ressurreição do corpo. Porque embora seja dissolvido por um tempo, devido à transgressão original, ele continua a existir; e é lançado na terra, como no forno de oleiro, a fim de ser formado novamente. Não a fim de subir novamente como era antes, mas em um estado de pureza, e de uma maneira como se nunca tivesse sido destruído. E a cada corpo será restaurada sua própria alma. E quando ela tiver se vestido de seu próprio corpo, ela não estará sujeita à miséria, mas, sendo em si pura, continuará com o seu corpo puro, e se regozijará com ele, com o qual tem andado corretamente já neste mundo, e nunca tendo sido presa em armadilhas, vai recebê-lo novamente com grande alegria. Mas já os injustos receberão seus corpos sem nenhuma mudança, não estando livres de doenças ou destemperanças, nem feitos gloriosos, mas com as mesmas doenças que tinham antes de morreram, e tal como estavam em sua incredulidade, o mesmo deve ser quando eles tiverem que ser fielmente julgados.

 

6. Porque todos os homens, tanto os justos quanto os injustos, serão levados diante de Deus, a palavra. Pois a ele, a quem chamamos de Cristo, o Pai tem confiado todo o julgamento; e ele, a fim de cumprir a vontade de seu Pai, virá como juiz. Porque Minos e Radamanto* não são os juízes, como os gregos supõem, mas sim aquele que Deus e Pai glorificou, a respeito de quem temos, em outros lugares, dado um relato mais particular, para o bem daqueles que buscam a verdade. Esta pessoa, exercendo o julgamento justo do Pai para com todos os homens, tem preparado uma sentença justa para cada um, segundo as suas obras, e aqueles que se postarem diante de sua cadeira de juiz, todos os homens, anjos e demônios, emitirão uma só voz e dirão ‘justo é o teu julgamento’. A resposta que será trazida a eles será uma justa sentença para ambas as partes: dando de maneira justa uma fruição eterna àqueles que tiverem feito o bem, mas atribuindo aos amantes de obras más o castigo eterno. Para estes pertence o fogo inextinguível, e que não tem fim; e um certo gusano ardente que nunca morre e não destrói o corpo; mas continua sua erupção por todo o corpo sem nunca cessar a dor. Nenhum descanso [haverá] para dar facilidade a estes homens; nem a noite lhes será de conforto, a morte não irá libertá-los de sua punição; nem as orações intercedendo por eles serão bem sucedidas. Porque os justos não serão mais vistos por eles, nem serão considerados dignos de lembrança.

 

* De acordo com a mitologia grega, Minos e Radamanto eram juízes do inferno.

 

Mas os justos se lembrarão apenas de suas ações justas, mediante as quais têm alcançado o reino celestial, em que não há sono, nenhuma tristeza, nenhuma corrupção, nenhum cuidado, nenhuma noite, nenhum dia medido pelo tempo; sem sol impulsionado seu curso ao longo do círculo do céu por necessidade, e medindo os limites e as conversões das estações do ano, para melhor iluminação da vida dos homens; sem lua decrescente e crescente, ou a introdução de uma variedade de estações; nem ela então umedecerá a terra, nem o sol queimará, nenhuma Ursa rodeando (o polo); nenhuma [constelação de] Órion a subir; nem o movimento errante de inúmeras estrelas. A terra não será então difícil de ser deixada para trás; nem será difícil descobrir o tribunal do paraíso, nem haverá qualquer medo do rugido do mar, proibindo os passageiros de caminhar sobre ele. Mesmo que venha a ser feita facilmente transitável para o justo, mesmo assim não evitarão a umidade. O céu não será então inabitável para os homens; e não será impossível descobrir a maneira de ascender para lá. A terra não estará sem cultivo, nem se exigirá muito trabalho dos homens; mas trará os seus frutos de seu próprio acordo, e será assim adornada com eles. Não haverá mais gerações de animais selvagens; nem a substância do resto dos animais contribuirá mais para produzir homens: mas o número dos justos vai continuar, e nunca falhará, juntamente com anjos justos, e espíritos de Deus, e com a sua palavra: como um coro de homens e mulheres justos que jamais ficarão velhos, e continuarão em um estado incorruptível, cantando hinos a Deus, que os levará adiante para essa felicidade, por meio de uma instituição regular da vida, com quem toda a criação também irá levantar um perpétuo cântico da corrupção para a incorruptibilidade, como glorificados por um espírito maravilhoso e puro. Não irão, então, ser restringidos por um vínculo de necessidade, mas com uma liberdade viva oferecerão um hino voluntário, e louvarão a ele que os fez, juntamente com os anjos e espíritos e homens, agora libertos de toda prisão.

 

7. E agora, se vocês, os gentios serão persuadidos por esses motivos, e deixar suas fantasias vãs sobre suas genealogias, e ganhando das riquezas e da filosofia não vão gastar seu tempo [falando] sobre as sutilezas das palavras, que assim leva suas mentes ao erro; e se vocês vão aplicar seus ouvidos a audiência dos profetas inspirados, os intérpretes tanto de Deus como de sua palavra, e acreditar em Deus, então vocês devem ser participantes destas coisas, e obter as coisas boas que estão por vir. Vocês devem ver claramente a subida até o imenso céu; e esse Reino que está lá. Por isso Deus tem estado agora escondido em silêncio ([mas] será, em seguida, manifestado:] ‘o que nenhum olho viu, nem o ouvido ouviu, nem concebeu o coração do homem, são as coisas que Deus preparou para os que o amam’ [1 Coríntios 2:9].

 

8. ‘De maneira que eu vou encontrar vocês, e então eu julgarei vocês totalmente’; por isso chora o fim de todas as coisas. E aquele que em primeiro lugar tem vivido uma vida virtuosa, mas que por fim cai em vício, essas obras por ele antes praticadas serão completamente vãs e sem nenhuma vantagem. Mesmo como em um jogo, trazido a uma catástrofe doentia. Qualquer um que viver na iniqüidade e voluptuosamente pode se arrepender. No entanto, haverá necessidade de muito tempo para vencer um mau hábito; e mesmo depois do arrependimento toda a sua vida deve ser protegida com grande cuidado e diligência. Depois dos costumes de um corpo, que depois de ter passado um longo tempo sendo afligido por uma indisposição, requer uma dieta mais rigorosa, e de um método de vida. Para que isso possa ser possível, talvez, para romper de uma vez por todas a cadeia de nossas afeições irregulares, ainda que a correção não possa ser assegurada sem a graça de Deus, [deve haver] as orações dos homens bons, a ajuda dos irmãos, e nosso próprio arrependimento sincero e cuidados constantes. É uma coisa boa não pecar mais. Mas também é bom se arrepender caso peque. Como o melhor é estar sempre com saúde, também é algo bom se recuperar de uma doença. A Deus seja a glória e o poder pelos séculos dos séculos, amém.

 

(FIM DO TEXTO)

 

As interpolações “cristãs” na obra de Josefo e a concepção judaico-cristã sobre o Hades

 

Sabe-se que diversos manuscritos de Josefo foram copiados e recopiados em mosteiros católicos a partir da alta Idade Média, no século V em diante. E existe uma relativa unanimidade de que os copistas se renderam a uma prática que nada tem de cristã: acrescentaram frases e palavras que não foram realmente escritas por Josefo. O intuito óbvio disso era dar uma feição cristã às informações apresentadas por uma obra de referência judaica e deixá-la de uma maneira que pudesse ser usada a favor do Cristianismo. Além de ser uma atitude verdadeiramente desonesta, é também bastante ingênua, pois até quem não é especialista em textos antigos pode perceber onde estão tais interpolações, pois elas saltam aos olhos. Veja um exemplo abaixo:

 

“Sobre este tempo viveu Jesus, um homem sábio, se é que podemos chamá-lo de um homem. Pois ele foi o realizador de feitos extraordinários e era um professor daqueles que aceitam a verdade com prazer. Ele conquistou muitos judeus e muitos dos gregos. Ele era o Messias. Quando ele foi indiciado pelos principais homens entre nós e Pilatos condenou-o para ser crucificado, aqueles que tinham vindo a amá-lo originalmente não deixarão de fazê-lo, pois ele lhes apareceu no terceiro dia ressuscitado, como os profetas de a Divindade havia predito essas e inúmeras outras coisas maravilhosas a respeito dele, e da tribo dos cristãos, assim nomeada após ele, não desapareceu até hoje”. – Antiguidades Judaicas 18:63, Josephus – The Essential Works (1994), de Paul L. Maier, Grand Rapids: Kregel Publications.

 

Levando em consideração que Josefo foi um judeu que nunca se converteu ao Cristianismo é bastante improvável que ele realmente tenha escolhido tais palavras para se referir a Jesus. Sendo assim, não seria uma tarefa tão difícil deduzir que parte do texto foi produzida pelo floreio “cristão” dos copistas da antiguidade. Mas não é preciso fazer isso, pois existe uma linha de evidência mais palpável para determinar quais são as interpolações.

 

O autor do trecho acima traduzido, o Dr. Paulo L. Maier, que é especialista em história antiga e textos gregos, mencionou em um artigo de sua autoria que o professor Schlomo Pines, da Universidade Hebraica de Jerusalém, anunciou em 1972 a descoberta de outra tradição manuscrita da obra de Josefo, escrita em árabe. Embora a versão com a provável interpolação seja mais antiga (século 3 d.C.), acredita-se que essa outra versão apresente o que Josefo realmente disse a respeito de Jesus, mesmo sendo mais recente, do século 10 d.C. O que explicaria tal preservação é que a versão árabe, que passou antes pelo siríaco, ficou livre da censura dos mosteiros católicos. Diz ela:

 

“Neste momento, havia um homem sábio chamado Jesus, e sua conduta era boa, e ele era conhecido por ser virtuoso. Muitas pessoas entre os judeus e as outras nações se tornaram seus discípulos. Pilatos condenou-o para ser crucificado e morrer. Mas aqueles que se tornaram seus discípulos não abandonaram seu discipulado. Eles relataram que ele lhes havia aparecido três dias após sua crucificação e que ele estava vivo. Assim, ele talvez fosse o Messias, sobre quem os profetas relataram maravilhas. E a tribo dos cristãos, assim nomeada após ele, não desapareceu até hoje”. – Antiguidades Judaicas 18:63, An Arabic Version of the Testimonium Flavianum and its Implications, de Schlomo Pines; Jerusalém: Israel Academy of Sciences and Humanities, 1971. pp. 16, 70.

 

Agora sim o texto está conforme se esperaria de um judeu incrédulo que escrevesse sobre Jesus e seus seguidores. Este exemplo demonstra que os copistas foram imprudentes ao colocarem palavras na boca de Josefo, mas eles não inventaram o tema abordado. Apenas o modificaram para ficar de acordo com a causa “cristã”.

 

E o que dizer do discurso de Josefo aos gregos a respeito do Hades? Como ocorre no exemplo trazido pelo professor Maier, não é difícil perceber que provavelmente também houve interpolações. Em pelo menos três momentos do discurso parece que estamos diante de uma carta apostólica ou de algum evangelho! Veja:

 

“Porque todos os homens, tanto os justos quanto os injustos, serão levados diante de Deus, a palavra. Pois a ele, a quem chamamos de Cristo, o Pai tem confiado todo o julgamento; e ele, a fim de cumprir a vontade de seu Pai, virá como juiz”. – Seção 6 (compare com João 1:1,18 e 2 Coríntios 5:10).

 

“Por isso Deus tem estado agora escondido em silêncio ([mas] será, em seguida, manifestado:] ‘o que nenhum olho viu, nem o ouvido ouviu, nem concebeu o coração do homem, são as coisas que Deus preparou para os que o amam’.” – Seção 7 (compare com 2 Coríntios 2:9).

 

“A Deus seja a glória e o poder pelos séculos dos séculos, amém”. – Seção 8 (compare com 1 Pedro 4:11).

 

No entanto, conforme ocorre no caso da referência de Josefo à pessoa de Jesus, naturalmente a temática abordada por Josefo em seu discurso aos gregos é verdadeira e está em perfeito acordo com o que os judeus acreditavam sobre a alma e o mundo dos mortos, que sabemos por diversas outras fontes, a exemplo do Livro de Enoque e do Talmude. De modo que esse discurso é bastante útil e adequado para demonstrar o que judeus e cristãos do século 1 d.C. acreditavam sobre esse assunto, e também para saber como os textos a seguir eram compreendidos por eles:

 

“Afasta-te de mim, para que eu tenha um instante de alegria, antes que eu [morra e] vá para o lugar do qual não há retorno, para a terra de sombras e densas trevas, para a terra tenebrosa como a noite, terra de trevas e de caos, onde até mesmo a luz é escuridão”. – Jó 10:20-22, Nova Versão Internacional, colchetes acrescentados.

 

“O Senhor disse ainda a Acaz: Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos,* seja lá do alto”. – Isaías 7:10, Centro Bíblico Católico.

 

* Ou “tão profundo como o Seol”, conforme a Tradução do Novo Mundo (1986). Seol é a palavra hebraica correspondente ao grego Hades.

 

“E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”. – Mateus 10:28, Almeida Corrigida e Revisada Fiel.

 

“E, se o teu olho te fizer tropeçar, lança-o fora; melhor te é entrares com um olho no reino de Deus, do que seres com os dois olhos lançado na Geena, onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue”. – Marcos 9:47, 48, Tradução do Novo Mundo (1986).

 

“Morreu o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. No Hades, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e a Lázaro no seu seio. Clamou: Pai Abraão, tem compaixão de mim! e manda a Lázaro que molhe a ponta do seu dedo, e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Mas Abraão respondeu: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens na tua vida, e Lázaro do mesmo modo os males; agora, porém, ele está consolado, e tu em tormentos. Demais, entre nós e vós está firmado um grande abismo, de modo que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os de lá passar para nós”. – Lucas 16:22-26, Sociedade Bíblica Britânica.

 

 

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