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OS NÚMEROS E AS CRIAÇÕES DE DEUS

 

artigos

No século VI a.C., o filósofo e matemático grego Pitágoras de Samos inaugurou uma escola de seguidores que vieram a ser conhecidos pelo nome de pitagóricos. Eles formaram comunidades por toda Magna Grécia, as quais produziram uma enorme quantidade de conhecimentos aritméticos, geométricos, astronômicos e acústicos. Eles descobriram correspondências numéricas entre os mais variados fenômenos naturais. Foram tais correspondências que levaram Pitágoras a dizer: “Todas as coisas são números.”

 

A música foi uma das áreas estudadas em apoio desse ponto de vista. Os pitagóricos descobriram uma relação numérica entre as notas musicais e as maneiras de vibração das cordas ou de tubos em instrumentos de sopro. Alguns desses números passaram a ser utilizados na geometria, a exemplo dos números da chamada série harmônica (10, 8 e 6), que, nessa ordem, correspondem exatamente à medida da hipotenusa e dos catetos de um triângulo retângulo.

 

Ao se observar com atenção, percebe-se que existem muitos fenômenos físicos que demonstram a predileção de Deus por certos números e medidas. São 7 notas musicais, 7 cores no arco-íris, 7 dias da semana, 7 dias em cada fase da lua, 7 camadas eletrônicas nos átomos dos elementos químicos conhecidos etc. Se o universo é fruto de um plano maior do Criador, é razoável supor que essas correlações não são coincidências, e que elas podem ser encontradas em trabalhos de Deus, das mais variadas naturezas. Entenda-se por natureza qualquer manifestação evidente da sabedoria divina no mundo.

 

Certa vez, o físico Isaac Newton disse que Deus deixara dois livros para o homem: a Bíblia e a natureza. Não resta dúvida que a natureza é, de fato, um “livro” do Criador, pois, sendo fruto dos seus trabalhos, o homem, ao estudá-la, se aproxima de Sua mente. E muitas evidências mostram que a Bíblia também é um livro divinamente inspirado, que contou com a colaboração de anjos enviados por Deus. No entanto, há pessoas que acham que a Bíblia é um livro de fábulas, e se esquecem que é graças a ela que sabemos da história de Jesus Cristo e de outros profetas. Alguns espíritas, por exemplo, se precipitam em dizer que a Bíblia é um mito e não é confiável. Mas essa atitude não é apoiada pelo Livro dos Espíritos. Quando Kardec e seus companheiros se viram confrontados com a idéia de mudar certo ponto de vista, que eles achavam ser “bíblico”, eles receberam a seguinte informação:

 

“É preciso concluir que a Bíblia é um erro? Não, mas que os homens se equivocaram ao interpretá-la.” – Edição do Instituto de Divulgação Espírita (IDE), p. 62.

 

Sim, muitos dos chamados “mitos bíblicos” são, na verdade, interpretações tradicionais. Por exemplo, que o mundo foi criado em sete dias ou que o homem só existe há seis mil anos. De acordo com o conhecimento acumulado até agora pela humanidade, é óbvio que essas informações não são verdadeiras. Foram conclusões dos leitores da Bíblia. A própria Igreja já ensinou que a Terra era plana e estática supostamente baseando-se num entendimento “bíblico”. Mas o conhecimento sobre tal assunto evoluiu e percebeu-se que o ponto de vista anterior não é verdadeiro. E, afinal de contas, ficou claro que a Bíblia nunca o ensinara. Na verdade, se eles tivessem prestado mais atenção encontrariam na própria Bíblia que a Terra é esférica e suspensa no espaço:

 

“Deus está acima do globo da terra”. – Isaías 40:22.

 

“Deus suspende a terra sobre o nada”. – Jó 26:7.

 

Ao se recorrer à Bíblia em busca de números com significados especiais, não seria de admirar se fossem encontradas correlações desses números com realidade externas, do mundo físico. Um livro da Bíblia que é repleto de números é o Apocalipse. Visto que a Bíblia é mero reflexo do conhecimento divino, muitas vezes mal compreendido, é possível haver "intertextualidade" com outras fontes, e até inesperadas. Por isso, é bom ficar atento a essa possibilidade ao ler essas Escrituras. Um pouco de imaginação também será bem-vinda, pois, não se deve esperar que conhecimentos profundos codificados nesse livro de Deus estejam facilmente identificáveis.

 

Leia os seguintes textos bíblicos:

 

a) “Há seis coisas que o Senhor detesta, e a sétima ele abomina”. - Provérbios 6:16.

 

b) “O odiador faz-se irreconhecível com os seus lábios, mas para dentro de si põe o engano. Embora ele faça a sua voz graciosa, não lhe acredites, pois há sete coisas detestáveis no seu coração.” - Provérbios 26:24.

 

c) “Estes sete são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.” - Zacarias 4:8.

 

d) “Quando um espírito impuro sai dum homem, passa por lugares áridos em busca dum lugar de descanso, e não o acha. Então diz: ‘Voltarei para a minha casa da qual me mudei’; e, chegando, acha-a desocupada, mas varrida e adornada. Então vai e toma consigo sete espíritos diferentes, mais iníquos do que ele mesmo, e, entrando, ficam morando ali; e a situação final desse homem torna-se pior do que a primeira.” - Mateus 12:43.

 

e) “Há sete espíritos que estão diante do trono de Deus.” - Apocalipse 1:4.

 

f) “Quanto ao mistério das sete estrelas que viste sobre a minha mão direita, e dos sete candelabros de ouro, as sete estrelas representam os anjos das sete igrejas, e os sete candelabros representam sete igrejas”. - Apocalipse 1:20.

 

g) “E do trono procedem relâmpagos, e vozes, e trovões; e há sete lâmpadas de fogo acesas diante do trono, e estas representam os sete espíritos* de Deus”. - Apocalipse 4:5.

 

* Os 7 espíritos são espíritos mesmos, e não a representação de algo, pois, ao contrário, há algo que os representam, no caso, as 7 lâmpadas.

 

Conforme observado, não é somente no mundo físico que o número 7 é apreciado por Deus. No mundo bíblico, isto é, no texto das Sagradas Escrituras, ele é também abundantemente encontrado. Em geral, os comentaristas bíblicos dizem que o número 7 é o número de Deus, que representa a sua atuação perfeita no universo.

 

O número 6, por sua vez, é associado a situações ruins e desagradáveis. Observe o primeiro exemplo acima (seis coisas que ‘Deus detesta’). O número 6 recebe a seguinte ênfase no livro de Apocalipse:

 

“Aqui se requer sabedoria. Quem tiver inteligência, calcule o número da besta, porque é o número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis”. - Apocalipse 13:18.

 

O temível 666! Tem servido de inspiração para inúmeros filmes de terror e possessões demoníacas. Mas, afinal, o que ele representa? Uma nota da Bíblia Vozes diz o seguinte:

 

“A significação simbólica do número 666 é incerta. Provavelmente é o valor numérico do nome Nero César.... Segundo os Oráculos Sibilinos o nome grego de Jesus era 888 = 3 x (7 + 1). O falso Messias político tem o valor 3 x (7 – 1) como tentativa fracassada de perfeição.”

 

Sim, comentaristas bíblicos acham que, ao passo que o 7 representa a perfeição divina, o 6 representa a imperfeição, pois é o 7 escamoteado, faltando uma unidade. Aparecer triplicado seria uma ênfase de tal imperfeição. Com isso em mente, os estudiosos procuram encontrar correlações do número 666 com a história da humanidade. Há uma corrente que diz que ele representa o comércio, a política e a religião. No entanto, ao invés de procurar uma referência na história, por que não tentar encontrar uma relação com o mundo físico? Afinal, o número 7 está aí no mundo dizendo de várias formas: “Ei! Eu estou aqui.” Será que o mesmo não ocorreria com o número 6?

 

Mesmo sendo impactante a idéia de que o 666 é a representação do próprio mal, do “demônio”, que seria responsável por todas as mazelas da humanidade, não há porque ser descartada uma interpretação mais amena e que se encaixe mesmo assim à descrição feita na Bíblia.

 

PENSE: Quem é realmente o responsável pela maior parte do sofrimento da humanidade?

 

É o próprio homem! Mesmo sendo uma realidade a influência que espíritos iníquos exercem sobre ele. E note que o versículo informou que o número 666 é realmente um “número de homem”, e não de alguma outra coisa.

 

Sabe qual é o principal constituinte químico do ser humano, base da própria Química Orgânica? É o carbono. Agora note a formação do átomo de carbono, que pode ser constatada em qualquer livro de Química:

 

6 elétrons, 6 protóns e 6 nêutrons. Ou seja, 666!

 

Seria isto mera coincidência? Bem, levando-se em consideração o histórico numerológico das naturezas criadas por Deus pode-se imaginar que não.

 

Alguém poderá mencionar que a orgânica dos corpos é formada, na verdade, por pontes de carbono e hidrogênio, e não somente carbono. É verdade. Mas até nisso pode-se encontrar uma correlação com a Bíblia. Quem é o Alfa e o Ômega? O Primeiro e o Último? O número Um no universo? Não é o próprio Deus? Não é ele o responsável pela existência da vida orgânica? Sem ele essa vida não seria possível. O carbono por si só não formaria a vida. Pois bem, o hidrogênio é justamente o número 1 da tabela periódica! O que seria um símbolo apropriado para o Criador. Além disso, o hidrogênio é o principal elemento das estrelas. E, segundo os cientistas, tudo que existe foi formado nas estrelas. Por isso, somos filhos das estrelas, filhos dos céus, filhos de Deus!

 

Portanto, ao que parece, Pitágoras realmente estava certo. Não só o mundo, mas todos os universos criados por Deus são formados por números com significados. A Espiritualidade matemática de Deus está presente em tudo, mesmo que não se perceba isso de imediato.

 

 

Fonte de informação sobre Pitágoras que foi consultada:

 

Física (2000), de Alberto Gaspar, Editora Ática, vol. II, p. 7.

 

 

 

 

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