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A NOÇÃO DE ALMA NO PENSAMENTO JUDAICO-CRISTÃO

 

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ANO 1500 A.C.

 

Morte de Raquel (durante o parto), esposa do patriarca Jacó:

 

“E o resultado foi que, enquanto sua alma partia (porque estava morrendo), ela chamou-o pelo nome de Ben-Oni, mas seu pai chamou-o de Benjamim.” – Gênesis 35:18.

 

 

ANO 900 A.C.

 

A ressurreição de um menino pelo profeta Elias:

 

“Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao SENHOR, e disse: ‘Ó Senhor meu Deus, rogo-te que a alma deste menino torne a entrar nele’. E o SENHOR ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.” – 1 Reis 17:21.

 

 

ANO 33 D.C.

 

Palavras de Jesus Cristo aos discípulos, que seriam mortos por pregar o Evangelho:

 

“E não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma.” – Mateus 10:28.

 

 

ANO 73 D.C.

 

Comentários sobre judeus do século I, do historiador Flávio Josefo:

 

“Eles crêem que almas têm poder de sobreviver à morte e que há recompensas e punições debaixo da terra para os que levaram uma vida de virtude ou uma de vício: encarceramento eterno é o destino das almas más, ao passo que as almas boas recebem passagem fácil para uma nova vida.” – Antiguidades Judaicas, XVIII, 14 [i, 3].

 

As datas acima são aproximadas.

 

 

Notas:

 

1. Algumas traduções da Bíblia omitem a palavra “alma” e, ao invés de verterem “a alma partiu”, dizem simplesmente: “morreu”. No entanto, isto é apenas uma transliteração, uma liberdade dos tradutores. Além disso, segundo a Bíblia, a alma de quem morre vai para um lugar chamado Seol ou Hades. – Salmo 30:3, 49:15; Atos 2:27.

 

2. No texto bíblico, a palavra “alma” também aparece com o sentido de “pessoa” ou “ser vivo”. Neste caso, até animais são chamados de “almas”. Aplicação semelhante também é vista na literatura grega da época de Platão, sem prejuízo ao conceito da imortalidade da alma, difundida pelos gregos. Portanto, em ambos os casos, é apenas uma aplicação especial do termo, que não contradiz os textos citados acima.

 

3. O entendimento cristão da imortalidade da alma não era o mesmo dos gregos. Estes últimos criam que a alma era incorpórea e essencialmente eterna, sem necessidade de ressurreição. Porém, os cristãos acreditavam que ela é imortal apenas no aspecto de que continua a existir no Hades depois da morte do corpo físico. Mas Deus, se quiser, pode extingui-la. Além disso, para eles, a alma detém de um corpo apropriado para subsistir no Hades, enquanto aguarda a ressurreição. É por isso que Jesus disse em certa ilustração que um mendigo poderia ser acolhido por Abraão quando morresse e fosse para o Hades. – Lucas 16:19-31; Efésios 4:7-10; Salmo 68:18.

 

Para um maior aprofundamento desse tema, clique aqui.

 

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